Por David Ranieri
Dentre os sentimentos que possamos vir a ter, o de insegurança é daqueles que profundamente incomodam a todos.
Atualmente este sentimento tem ganhado força, mesmo não sendo o sonho de consumo de ninguém, e sua permanência indica o quanto sofre o povo.
Há insegurança para todos os gostos, ou melhor, que atinge a todos de formas diferentes e sempre com consequências danosas.
Temos insegurança social, insegurança econômica, insegurança tributária, insegurança judicial, insegurança policial, insegurança trabalhista, insegurança ambiental, insegurança habitacional, insegurança alimentar, insegurança educacional, insegurança política, insegurança institucional e da ordem pública, dentre tantas outras.
Mas o que tem gerado tanto sentimento de insegurança em nosso povo?
Com certeza a falta de confiança nas instituições que deveriam zelar pelo bem estar de todos.
Ou será que o sentimento de insegurança das pessoas ao andar pelas ruas é apenas uma fobia social?
- Não, se trata de algo real, estatisticamente medido, que demonstra haver um crescimento desfavorável de ações que afetam a vida das pessoas.
E onde a insegurança reina nada se assegura, tudo se perde e só cresce a miséria humana.
Podemos explicar como alguns fatores contribuem para esta sensação determinante.
A inflação é um dos fatores que geram insegurança econômica que afligem as pessoas, por interferir negativamente na qualidade de vida.
A fome e carestia de vida, atuam negativamente expondo a miséria e desgraça existente, cuja origem está na falta de alimento, habitação, trabalho, e equidade social.
Da mesma forma, as demais manifestações de insegurança afetam a vida das pessoas tanto indivíduo como coletivo.
E parece que por trás da insegurança existe a palavra crise a justificar a sua existência.
E não faltam crises para tanto, principalmente as políticas que, ocasionaram boa parte das mazelas que passamos neste momento.
Mas então, se o sentimento de insegurança é tão grande e comum, a ponto de ser unanimidade nacional, o que se pode fazer? Aceitar e conviver, ou rejeitar e atacar suas origens, as causas, reformando e criando situações que nos possibilitem novamente em acreditar nas instituições e nas pessoas.
Não se trata de ser utópico, mas, sim, de resgatar um pouco da credibilidade e auto-estima não de uma pessoa, mas de uma coletividade, a fim de proporcionar o que chamamos de segurança.
Estamos no limite para uma revolução, que desencadeie novas formulações para todas estas coisas que nos causam o sentimento de insegurança. Não há mais como conter, ou mudamos as coisas como estão ou sucumbimos e passamos a ser parte assim como tantos milhões já o são.
Esta insegurança tem de acabar. E por quê não darmos um ponta pé inicial cobrando aqueles que poderiam já ter feito e diminuído em muito nossas inseguranças?
E cobrar significa buscar resultados favoráveis, e, neste contexto reformular, mudar tudo, e usar o poder das ruas e do voto para tanto. À luta contra a insegurança de todas as formas e origens! Avante povo sem medo de ser feliz!
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