Um dia triste não só para os trabalhadores!

Por Edwaldo Arantes

Ontem, um dia triste para o Brasil e para os trabalhadores e, também,  depois de muito sofrer ainda tive que agüentar perder para o Corinthias.
Nas minhas longas e eternas madrugadas, regadas com vinho tinta seco, pus-me a pensar no meu tempo e na nossa história.
Me lembrei de versos, frases, palavras e capítulos, que destaco alguns deles; Francisco Buarque de Hollanda: “O homem da rua com seu tamborim calado, já pode esperar sentado tua escola não vem não...”. ou ainda, “esse país virou um poço de ressentimentos” e Geraldo Pedrosa de Araújo Dias, Geraldo Vandré: “ Deixo claro que a firmeza do meu canto vem da certeza que tenho, o poder que cresce sobre e pobreza e faz dos fracos riquezas foi o que me fez cantador”.
Vivemos uma dicotomia entre o ódio e a ignorância, o ódio,  fomentado pelos grandes bancos, empresários, comerciantes e a mídia. A ignorância, aquela que nos tira o poder da discussão, da palavra, do discernimento e de se fazer entender. O ódio só foi disseminado pela total ignorância a que fomos jogados, essa falta de discussão, de cadeiras nas calçadas, dos colóquios, das conversas ao pé do ouvido, do fogão a lenha  e em volta do rádio.
As pessoas em círculos nos vizinhos, nas quermesses  e sob o luar. Nas serestas e nos bailes de rostos  colados, no namoro no portão, o esperar do apagar das luzes no cinema para sentar junto e pegar na mão.
 Sem e-mail, WattsApp,  Facebok, Istragam, canais in door,  e outras formas de comunicação que levam à distância pessoal, apesar de falarem com o mundo.
Me lembro do pombo correio, da fumaça, da maça do amor e do selo nos Correios, com sua cola e a demora da resposta.
Ficar no portão esperando com ansiedade, mãos trêmulas e anseios a chegada do carteiro.
Nos transformamos em zumbis guiados pela mídia e pelos poderosos, não nos falamos mais, quem sabe essa iniciativa, surgida do gênio e da sensibilidade de um Atílio Rossi e outros, possa se transformar em uma tribuna popular de crescimento e cidadania.
Que um dia possamos sentar nas calçadas e fazer desse  país um reduto justo, altivo, cidadão e igualitário.
Que a justa determinação do povos e o bem comum possa predominar sobre a ganância, o medo, e, principalmente,  que a Justiça seja mesmo cega, sem olhar de soslaio, por baixo das pálpebras e no cantinho do olho,  percebendo e escolhendo a pena ao seu “bel prazer”.
Um abraço.

Nenhum comentário:

Lula Livre

A maldade não só aprisionou sem luz em grades sedentas um homem. Aprisionou milhões de corações que no escurecer do cansaço o lamento se ...