DA ESTUPIDEZ HUMANA


Por Atílio Jose Rossi


O ser humano a cada dia se dá menos conta de sua finitude. Vive como se nunca fosse deixar este mundo.
Levado pela necessidade, sem sentido, de TER cada vez mais, criada pela força da propaganda através de todos meios de comunicação, deixa de lado valores fundamentais ao seu bem estar e de todos como: o amor, a solidariedade, a amizade verdadeira e duradoura, a busca do conhecimento que eleva o espírito, o reconhecimento das necessidade do outro e da sociedade como um todo, importantes à uma convivência pacífica.
Em razão da cultura pela acumulação de bens e riquezas, quase tudo prepara o indivíduo para um pragmatismo desenfreado na busca do ganho fácil, do lucro desmedido, do enriquecimento não importando os meios utilizados, criando uma disparidade na sociedade, notada sobremaneira pela concentração de renda.
Não percebe que com isso esta criando marginalidade, aparthaids, preconceitos, homofobias, coisas que levam à instabilidade social e em consequência à criminalidade, violência, insegurança e uma vida de angústia social da qual se torna a própria vítima.
Não entende que a vida passa  e de pouco adianta acumular riquezas, bens, quase sempre desnecesrios à felicidade uma vez que tem uma vida curta para se perder com coisas que na verdade vão ficar aqui na Terra. Vale aqui uma referência bíblica; "... demolirei os meus celeiros e os farei maiores e neles recolherei todos meus bens. E direi a minha alma: Ò alma tu tens muitos bens e depósito para largos anos, come bebe regala-te.  Mas Deus disse-lhe: Néscio, esta noite te virão demandar tua alma, e as coisas que juntastes, para quem servirão? (Lucas - 12  - 18 a 20)



                                 DA ESTUPIDEZ HUMANA
                         
Por Atílio Jose Rossi

O ser humano a cada dia se dá menos conta de sua finitude. Vive como se nunca fosse deixar este mundo.
Levado pela necessidade, sem sentido, de TER cada vez mais, criada pela força da propaganda através de todos meios de comunicação, deixa de lado valores fundamentais ao seu bem estar e de todos como: o amor, a solidariedade, a amizade verdadeira e duradoura, a busca do conhecimento que eleva o espírito, o reconhecimento das necessidade do outro e da sociedade como um todo, importan-
tes à uma convivência pacífica.
Em razão da cultura pela acumulação de bens e riquezas, quase tudo prepara o indivíduo para um
pragmatismo desenfreado na busca do ganho fácil, do lucro desmedido, do enriquecimento não im-
portando os meios utilizados, criando uma disparidade na sociedade, notada sobremaneira pela con-
centração de renda.
Não percebe que com isso esta criando marginalidade, aparthaids, preconceitos, homofobias, coisas
que levam à instabilidade social e em consequência à criminalidade, violência, insegurança e uma
vida de angústia social da qual se torna a própria vítima.
Não entende que a vida passa  e de pouco adianta acumular riquezas, bens, quase sempre desneces-
rios à felicidade uma vez que tem uma vida curta para se perder com coisas que na verdade vão ficar aqui na Terra. Vale aqui uma referência bíblica; "... demolirei os meus celeiros e os farei maiores e
neles recolherei todos meus bens. E direi a minha alma: Ò alma tu tens muitos bens e depósito para
largos anos, come bebe regala-te.  Mas Deus disse-lhe: Néscio, esta noite te virão demandar tua alma,
e as coisas que juntastes, para quem servirão? (Lucas - 12  - 18 a 20)








Cifra$, cifra$ e cifroe$.

Por David Ranieri

Cifra$ tão distantes do nosso alcance, entram no nosso cotidiano.
Em um único local, são 55 milhões em notas! Nem banco tem esta quantia toda reunida em seu cofre. Mas Geddel tem! Em depoimentos novamente cifras; seriam 300 milhões distribuídos de diversas formas à diversas pessoas e por interesses comuns.
Aqui pelas nossas bandas, faz um ano viemos a conhecer algumas das cifras que levaram secretários, funcionários e a prefeita para a prisão: 200 milhões! E não para ai, em volta da maior metrópole do hemisfério sul são 1,3 bilhões de desvio das obras do Rodoanel, número mais do que expressivo comparado aos já aqui citados. E não são poucos os casos existentes no passado e no presente envolvendo cifras enormes.
Prefeituras pequenas, médias e grandes, Estados, Autarquias, Empresas e também no Governo Federal.
Esquemas de ambulância, dos sangue-sugas, dos anões do orçamento, da pasta rosa, e tantos nomes promissores que aos poucos entraram para o livro dos contos brasileiros.
Quantos enriqueceram às custas da miséria do povo brasileiro, desviando recursos da saúde, da educação, do saneamento, da habitação e da segurança?
Cifras que enchem os olhos e ofendem a dignidade de milhões de brasileiros que sofrem nas filas da saúde, do desemprego, sem moradia, sem escola, e com péssimas condições de vida.
É tanto dinheiro que não há como somar o que já se desviou neste país em todos os esquemas descobertos. Quiçá o que não se sabe?
Deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo, gozam a boa vida os beneficiados com a miséria de milhões.
Até quando?


Suplicas de Babel, o carainho!

Por David Ranieri

Liberdade, liberdade, há malas por trás de mim.
Quanto devo por ter dito que a mala seria mais importante que tudo que na vida tive.
Guardo no fundo, tudo que tenho, produto das minhas conquistas  em ti e nada mais do que a mala.
Incompleto, me sinto longe de ti  e,   preocupado com as circunstâncias por tê-la e outros a exporem quando somente eu fazia de ti meu sustento, meu alento, meu deposito infinito. Cheia das virtudes que perdi na vida, a mala sempre foi para mim mais do que sustento.
Insensíveis adentraram nosso esconderijo expondo sua beleza rara que poucos podem ter.
Somente em ti poderia haver tanta riqueza, de me tirar o sono só de pensar em perdê-la.
Somente temer a mala? 
Como é bom amá-la!





51 milhões!!!!

A Pátria, a Mãe Gentil, o setembro e a mala.


Por Edwaldo Arantes


A vida sempre nos reserva momentos inesquecíveis, só podem ser vividos em uma mesa regada de prosa, comidinhas e muito álcool, não existem verdades sem o torpor.
Em uma imensidão de palavras, gestos, opiniões e bobagens, encontrava-me ao lado de um casal muito amado, David Ranieri Bulgari, meu editor e a querida esposa Regina Bulgari.
Como sempre e infelizmente falávamos do Brasil, “Já podeis da Pátria...” que na distante infância fazíamos troça; “japonês da Pátria” hoje,  acabada, esquecida e enferma,  manchada de um 7 de setembro qualquer, dia que me lembro de tocar tambor e ver os cavalos enchendo de fezes as ruas, sob os gritos histéricos de uma classe média insana e eternamente  ignara,  aplaudindo áulicos, sanguinários e ditadores.
A nossa “Mãe Gentil”, pátria amada e fétida de usurpadores,  montanhas de dinheiro, de instituições falidas, de malas  e corruptos.
O álcool ainda bem, nos leva a devaneios, sonhos, misturas, sorrisos, palavras em vão, descompromissos e, principalmente, uma profunda solidariedade e cumplicidade dos amigos no altar ungido  de uma mesa.
Entre palavras e ilusões etílicas começamos a discorrer sobre a importância da mala, antigamente símbolo de despedidas e reencontros nas estações da vida.
Continuamos discorrendo sobre um assunto tão importante e decisivo nas nossas vidas diante da palavra MALA, após muitas tagarelices, levantei-me trôpego, “allegro ma no troppo”, fitei o David com seu sorriso imenso ao lado da elegância da Regina e balbuciei;
Escreva sobre a mala!”.
Hoje, ao abrir a correspondência virtual, assim estava escrito:

Suplicas de Babel, o carainho!


Liberdade, liberdade, há malas por trás de mim.

Quanto devo por ter dito que a mala seria mais importante que tudo que na vida tive.
Guardo no fundo tudo que tenho, produto das minhas conquistas  em ti e nada mais do que a mala.
Incompleto, me sinto longe de ti  e,   preocupado com as circunstâncias por tê-la e outros a exporem quando somente eu fazia de ti meu sustento, meu alento, meu deposito infinito. Cheia das virtudes que perdi na vida. A mala sempre foi para mim mais do que sustento.
Insensíveis adentraram nosso esconderijo expondo sua beleza rara que poucos podem ter.
Somente em ti poderia haver tanta riqueza, de me tirar o sono só de pensar em perdê-la.
Somente temer a mala? Como é bom amá-la!."

A poesia e a sensibilidade para entender e traduzir, transformando em sentimento os dissabores diabólicos  da realidade.
Um forte abraço ao  David e Regina.









David Ranieri, Regina e Edwaldo Arantes

Lula Livre

A maldade não só aprisionou sem luz em grades sedentas um homem. Aprisionou milhões de corações que no escurecer do cansaço o lamento se ...