Por David Ranieri
Quando que iríamos imaginar vivenciarmos momentos como estes. Dias de espanto no mínimo poderíamos dizer.
Se não foi golpe, hoje muito perto de um estamos.
E como que anestesiados segue o povo e, a nada respondem; seguem acoitados pelas maldades infringidas a toque de caixa para atender ao deus mercado, a exige no altar do capitalismo a imolação dos trabalhadores, com seu seu suor, sangue e tempo de vida como sacrifício para o regozijo e alegrias dos donos dos capitais.
Onde afinal estamos neste momento?
Pasmos e apavorados olhamos ao redor na busca por algo, mas nem esboço de um levante pela preservação da dignidade.
Onde mais? Não há como aceitar tanta sujeira e tantas artimanhas em proveito próprio a prejudicar a vida de milhões de brasileiros. Entre lágrimas de sacrifício apenas lamurias e nada mais.
Quem diria que a vontade nos seria retirada tão fácil.
Marcharam com passos firmes e dedos em riste com gritos histéricos e palavras de ordem e conseguiram assim retirar um mandato popular dividindo o país em duas facções, mas aqueles que se diziam lutadores pela moral e democracia, família e propriedade, com as cabeças enfiadas no próprio ânus caminham cegos sem esmo enquanto ladrões denunciados e conhecidos definem o destino de um país.
Vergonha ter visto um país se dividir em prós e contras, enquanto gestavam um golpe contra a soberania popular.
Onde estamos e por que aqui chegamos?
Brasil que a todos acolheu e que hoje segue entregue aos interesses mesquinhos de poucos ao se desfazer do patrimônio que poderia garantir melhor vida dos futuros brasileiros.
O que nos restará se não houver um basta?
Onde estariam os brasileiros?
