Por David Ranieri
Um buraco a mais ou a menos parece não incomodar muito os nossos governantes, qualquer que seja o ente que governa.
Se for a União, o buraco é mais embaixo e quem paga o pato é o povo, literalmente, com o aumento de impostos para tapar o estouro das finanças. Assim agem e justificam, tendo sempre aquele discurso da austeridade e comprometimento com as finanças públicas.
Se for o Estado, nada diferente na intransigente defesa do erário público, com discurso modulado para os interesses locais. Cortes são feitos, principalmente nas áreas que mais atingem a população, e assim todos ficamos sem segurança pública, sem remédios, hospitais e escolas.
Nos municípios a figura de linguagem é acatada e tal qual os seus congeneres a falta do recurso financeiro justifica a falta de infraestrutura urbana adequada aos munícipes, que tentam sem sucesso desviar dos inevitáveis buracos nas ruas, onerando os já suados orçamentos caseiros com os prejuízos nos veículos, e assistirem passivamente acidentes que aumentarão as despesas de saúde, e até a morte de seus concidadãos.
E nós brasileiros fomos enfiados neste buraco!
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