E desceu a rampa com destino à sua morada, e lá a esperavam a honra e o respeito de milhões de brasileiros, que entristecidos anteviam os dias que iríamos viver.
Passado o tempo, ainda resta muito rancor e ódio de uma boa parte, principalmente dos beligerantes que exigiam nas ruas sua ruína, mas, os fatos descobriram as artimanhas daqueles que conspiravam pela sobrevivência de seu vil modo de vida.
De coxinhas e mortadelas, hoje restam muitas pamonhas espantadas com a verdade que seus olhos não querem crer.
Incredulamente continuam as suas vidas fingindo que nada faz diferença, roendo a culpa que lhes consome o intimo ao seguirem os mesmos que hoje reconhecem como bandidos; e perguntados se reservam apenas o direito à uma frase que julgam ter efeito limitador nas suas ações: - Não tenho bandido de estimação!
Este momento não é melhor do que o de um ano atrás ou mesmo de dois ou três anos, mas parece apontar o fim de um golpe que se deu início com a vitória legítima de Dilma Roussef, reeleita presidenta do Brasil.
No inconformismo típico das crianças mimadas e birrentas, o seu adversário vencido entra com recursos e proclama oposição gratuita, permanente e constante ao governo eleito, iniciando e incitando atos de rebeldia e resistência como se a eleição por ele perdida fosse objeto de fraude, e com base em teses deste tipo, alimentou a mente de milhões que naquela contenda dividiram o país ante duas propostas antagônicas de país.
Tendo vencido, e de peito aberto enfrentado as adversidades, Dilma Roussef seguiu com o apoio dos outros milhões de brasileiros, mas, sem ter este reflexo no Congresso Nacional logo se viu ameaçada pelos opositores que instigados pelos interesses mais do que escusos fomentavam a discórdia e os erros para parar o país. A imprensa cobriu tudo e mostrou o que lhe parecia ser favorável aos seus interesses, e todos assim agiram, pelos seus interesses, induzindo o povo ao erro e logo ao golpe.
Destituída do poder mas não da sua honradez, segue a mulher guerreira por este país e por outras terras a denunciar o golpe político que enterraria este país nas trevas.
Temer e seus asseclas, não mediram esforços para atender os pais do golpe e se garantir assim livres, iniciaram as tais reformas de base que atingem o povo brasileiro e pouco contribuem para o desenvolvimento econômico e social deste país.
Aprovam emenda à constituição que privará de investimentos por 20 anos áreas estratégicas para o desenvolvimento brasileiro, e mentem à nação dizendo ser este o único modo de salvar as contas públicas da falência; com o fiel intento de assim aumentar o repasse financeiro para o pagamento das dívidas com credores que satisfeitos apoiam o golpe.
Cheios de poder avançam mais no emparelhamento estatal, distribuindo benesses e cargos a apadrinhados políticos, sustentando assim um governo que não encontra no povo amparo ou legitimidade para continuar.
Não tardam para os escândalos surgirem, e toda a verdade vir a tona.
Investigações, delações, e prisões passam a ser o enredo do dia. Procuram esconderijo mas, o que construíram começa a ruir tal qual suas personalidades criadas para engano dos eleitores.
Outro golpe se avizinha, assim como a prisão dos malfeitores que jactaram-se do poder detido por décadas, retirando das Estatais e órgãos públicos recursos suficientes para mudar a vida de milhões de brasileiros.
O sentimento geral de indignação e asco se traduz numa simples frase: #FORA TEMER.
Por traz do golpe de hoje, como dos outros, sempre esteve um poder mais forte, dominador de almas e que seduz, pois, apesar de reconhecido não é tido como mal.
Molda o mundo conforme seus interesses. Suga da terra e do povo trabalhador sua força em nome do progresso. Segrega em nome do lucro. E diz quem pode ou não pode governar por seus interesses.
E todo aquele que ousar ir contra, encontrará um exército a combate-lo em diversas frentes, inclusive utilizando o povo que explora por meio da mentira e da manipulação.
Mas nada do que fazem persiste por muito tempo, e logo, a verdade triunfante ganhará espaço iluminando a esperança de dias melhores.
E este inimigo declarado mas velado, continuará a espreitar e influenciar o governo, envolvendo políticos e burocratas, afastando o interesse popular das decisões, simplesmente por que podem!
E nada mudará se não estiver o povo ciente do seu papel nesta nova batalha que virá.
O voto como arma, poderá mudar o panorama político e diminuir a influência dos poderosos de tal maneira que, uma verdadeira revolução poderá ocorrer neste país com base nos anseios populares de mais igualdade, justiça social e melhoria da qualidade de vida.
E subirá a rampa com o apoio popular, aquele que rompido com o poder dominante, olhará pelo povo e com o povo governará para o povo!
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