O povo limpará a República dos vilões?
Talvez toda esta demonstração de falta de caráter e ladroagem do dinheiro público, sirva para não reeleger os velhacos perpetuados no poder pelo sistema politico brasileiro. Talvez as eleições definam um novo quadro político retirando das cadeiras estas figuras que tanto desdém nutrem pelo povo. No entanto, ainda assim, corremos o risco de pouco mudar já que estes migrarão para cargos apadrinhados onde continuarão exercendo os seus labores em benefício próprio e de grupos políticos, abocanhando partes do orçamento público que poderia resolver problemas crônicos da população brasileira. Extirpar do seio da República todos os canalhas seria os princípio de uma revolução neste país. Iludidos muitos acharão que os tribunais farão o papel que pertence ao povo: limpar a República dos vilãos!
Regressão secular ameaça o país
Por Editorial do Jornal O Trabalho nº 816, de 19/10 a 02/11/2017
Para onde caminha o Brasil nas mãos dos serviçais do capital financeiro?
A publicação da Portaria 1129, no Diário Oficial da União em 16 de outubro, que modifica o conceito de trabalho escravo e cria obstáculos à sua fiscalização e combate, é uma brutal expressão de para onde o governo usurpador, imposto pela força destruidora da especulação financeira, empurra o país.
Para se manter no poder, reunindo os votos necessários para safar-se da investigação dos crimes de que é acusado, Temer entregou à bancada ruralista da Câmara Federal o direito aos latifundiários de explorarem impunemente o trabalho escravo!
Depois de quebrar a CLT, dando ao patrão a liberdade de super explorar seus empregados, o golpista agora autoriza os ruralistas a explorarem o trabalho em condições análogas à escravidão do século 19.
O governo, e as instituições que lhe dão sustentação avançam, mesmo em crise, e aos solavancos, contra a nação, o provo trabalhador e a democracia.
Mas, não há um tapete vermelho estendido para esta marcha mortífera deslizar.
Amadurece na consciência da classe trabalhadora, que não aceita ajoelhar-se à rapinagem programada pelo golpe, que é possível colocar um breque nesse desvario que pretende transformar o Brasil num campo de exploração selvagem dos trabalhadores e das riquezas nacionais.
Há disposição de luta para revogar as medidas que retiraram direitos, como mostra a mobilização ao redor do Projeto de Lei de Iniciativa Popular, lançado pela CUT, pela anulação da contrarreforma trabalhista.
Há disposição de luta contra os brutais cortes orçamentários que prejudicam o atendimento das necessidades da maioria do povo trabalhador, como demonstrou o MST que se manifestou em 17 de outubro em várias sedes estaduais do Instituto Nacional de Reforma Agrária (INVCRA), e ocupou o Ministério do Planejamento em Brasília, contra o corte de verbas para a Reforma Agrária.
Todas as medidas de destruição devem ser revogadas! A soberania precisa ser conquistada!
Amadurece a consciência de que há uma saída para salvar a nação do desastre e que por ela é preciso lutar. É por isso que tentam impedir a candidatura de Lula, mas também amadurece a convicção de que "eleição sem Lula é fraude".
HENRIQUE! UM CHOPP NO CÉU
Por Edwaldo Arantes – ee.arantes@uol.com.br
Sempre me lembrarei do sorriso adentrando o Instituto do Livro, direto para a minha mesa, em passos tranqüilos e iluminando o árduo dia com sua presença e sua pergunta e marca pessoal:
Edwaldo, me conte alguma coisa boa.
Assumia o seu cantinho com sua presença amiga, quando lá pelas 12:00, 13:00, rumávamos para o nossos almoços, Cantina 605, Pinguim, Boi Bom, Cupim do Paulim e, recentemente, no Pitéus do querido Rubinho.
No final da tarde, com aquele sorriso arrebatador de quem possui o charme e o destino dos justos, com todo o seu poder de convencer e encantar, totalmente natural, sem pieguices ou como aquele chato de plantão que teima em insistir, persistir, pressionar ou ser inconveniente.
Nada disso, eu ficava esperando ansioso o momento exato em quem ele erguia os olhos do computador, virava-se com todas aquelas características que jorravam dele:
Bonança, sossego, paz, equilíbrio, calmaria, remanso e serenidade, com um sorriso aberto, dizia com a voz em calmaria presente:
"Vamos ligar para o Ewaldinho Arantes e pendurarmos uns chopinhos no ...
Não conto o Santo, só os milagres.
Uma alegria eterna. Um cara que nunca tinha lágrimas e caretas. Um homem menino, livre e cristalino, coisa de quem não possui pecados e nunca fez mal a ninguém. Todo mundo para ele era bom. Fomos ao Rio abraçarmos Nando Antunes, eu, Bafudo doente, a pedido dele em seu absoluto despojamento , entreguei a eterna camisa do Magrão ao Nando.
Era um arquipélago de amigos, dos imortais; Deonísio da Silva, Anna de Hollanda, Joaquim Botelho, Levi Bucalem Ferrari, Nando Antunes, Sérgio Roxo, Reginaldo Arthus, e tantos outros monstros sagrados e, também de nós, pobres mortais.
Era costume, antes dos chopinhos , migrarmos para a Cava do Bosque, Secretaria Municipal dos Esportes, iniciando umas conversas, falando de tudo e de nada com os amigos queridos, Guerra, Dado Batista, Dezordo e quem mais viesse.
Minha homenagem e gratidão passam pela pena do Poeta:
Irene no Céu
Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.
Imagino Irene entrando no céu:
- Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
- Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.
Manuel Bandeira BANDEIRA, M. Estrela da Manhã, 1936.
"E a saudade! ohhhhhhhhhhhhh”.
O tempo não perdoa!
Por David Ranieri
Fazer o quê, dirão uns, afinal consumado está, nada mais resta-nos a fazer a não ser acompanhar o desmonte de tudo que já foi o motor de propulsão para a inclusão social do nosso povo.
Fazer o quê, já que a situação não afeta os abastados que irritados no passado recente repicavam suas panelas furiosamente em protesto contra o que julgavam ser o pior da construção política brasileira.
Fazer o quê, enquanto apaticamente caminham cabisbaixos os que perderam as conquistas do passado, em nome de um progresso que irá lhes tirar a dignidade alcançada.
Fazer o quê, se lá na casa das leis, os que lá estão não medem as consequências nefastas de seus atos e tão somente almejam o aumento de seus ganhos.
Fazer o quê, se a soberania não tem significado e a sua existência deixou de ser um legado.
Fazer o quê, fingir que tudo está certo e que nada está a nos atingir mesmo que saibamos que estão a nos roubar.
Fazer o quê, caminhar sem paradeiro a procura de emprego, saúde ou segurança, e se esconder da própria miséria que nos rodeia em castelos de areia tão frágeis quanto a justiça social.
Fazer o quê, se creem nas mentiras contadas mesmo que as malas cheias de dinheiro e as denuncias digam o contrário.
Fazer o quê, se em nome de pagarem as dívidas criam novas para salvar suas peles e enchem os bolsos dos aliados deixando para o futuro o peso para os pobres pagarem.
Fazer o quê, se a canga apesar de pesada foi vestida e está suportada por todos.
Fazer o quê, se o que parece errado travestido de certo está pelos togados que julgam, mesmo que nosso entendimento seja contrário?
E fazer o quê, já que dizem que tudo é feito para a vida melhorar no futuro por vir.
E fazer o quê, se o que virá não for o que disseram que seria.
O tempo não perdoa!
LOCALIZEI UMA CONSTITUIÇÃO NO LIXO!
Por Edwaldo Arantes
Fico pensando humildemente "cá com meus botões" se houve alguma mudança substancial e determinante no Código Penal e também no Código de Processo Penal.
Rezam princípios cristalinos e fundamentais: "In dúbio pro reo", expressão latina que literalmente significa, na dúvida, a favor do réu.
O princípio jurídico da Presunção da Inocência, que em caso de indecisão, hesitação, indeterminação, ambigüidade e confusão, gerando descrenças, favorece o réu.
No mesmo diapasão era claro e notório que as provas devem ser robustas e incontestáveis, sua insuficiência favorece o réu, cabendo ao Autor de uma Ação provar os fatos constitutivos de seu direito.
Caminhamos para o “Princípio do Contraditório e da Ampla Defesa”, derivado da frase latina, “Audi alteram partem ou audiatur et altera pars”, que significa, “ouvir o outro lado” ou “deixar o outro lado ser ouvido bem”.
Outra expressão que virou adágio popular, "Todos são iguais perante a Lei", dito hoje, totalmente em desuso e sem absolutamente quaisquer serventias ou utilidades.
Vivemos mais que uma inversão e sim uma verdadeira subversão de valores e das garantias individuais, em absoluto desrespeito aos Direitos Fundamentais e, principalmente, um abuso e menosprezo pela nossa "Carta Magna".
Tempos sombrios, densos, opacos e temerosos, com as instituições em decrepitudes, inoperâncias, despidas de créditos junto a sociedade.
Hoje vivemos uma forma de governo onde exerce-se o poder sem respeitar a democracia, governando de acordo com suas vontades e com os grupos políticos que lhes pertencem e sustentem, em total desrespeito às leis, normas e condutas que norteiam a ordem democrática.
Assustado, fui sacudido pela lembrança e, absolutamente sem querer, transportado aos nefastos e sangrentos "anos de chumbo", que imperava um governo déspota, com seu absolutismo, autocracia e tirania, onde um certo senhor, travestido de Chefe da Nação, vociferava: "eu prendo e arrebento", “prefiro cheiro de cavalo do que de povo” e outras barbaridades e imbecilidades.
Portanto, LIBERDADE, “grau de independência legitimo que um cidadão, um povo ou uma nação elege como valor supremo e ideal.
Edwaldo Arantes – ee.arantes@uol.com.br
DA ESTUPIDEZ HUMANA
Por Atílio Jose Rossi
O ser humano a cada dia se dá menos conta de sua finitude. Vive como se nunca fosse deixar este mundo.
Levado pela necessidade, sem sentido, de TER cada vez mais, criada pela força da propaganda através de todos meios de comunicação, deixa de lado valores fundamentais ao seu bem estar e de todos como: o amor, a solidariedade, a amizade verdadeira e duradoura, a busca do conhecimento que eleva o espírito, o reconhecimento das necessidade do outro e da sociedade como um todo, importantes à uma convivência pacífica.
Em razão da cultura pela acumulação de bens e riquezas, quase tudo prepara o indivíduo para um pragmatismo desenfreado na busca do ganho fácil, do lucro desmedido, do enriquecimento não importando os meios utilizados, criando uma disparidade na sociedade, notada sobremaneira pela concentração de renda.
Não percebe que com isso esta criando marginalidade, aparthaids, preconceitos, homofobias, coisas que levam à instabilidade social e em consequência à criminalidade, violência, insegurança e uma vida de angústia social da qual se torna a própria vítima.
Não entende que a vida passa e de pouco adianta acumular riquezas, bens, quase sempre desnecesrios à felicidade uma vez que tem uma vida curta para se perder com coisas que na verdade vão ficar aqui na Terra. Vale aqui uma referência bíblica; "... demolirei os meus celeiros e os farei maiores e neles recolherei todos meus bens. E direi a minha alma: Ò alma tu tens muitos bens e depósito para largos anos, come bebe regala-te. Mas Deus disse-lhe: Néscio, esta noite te virão demandar tua alma, e as coisas que juntastes, para quem servirão? (Lucas - 12 - 18 a 20)
DA ESTUPIDEZ HUMANA
Por Atílio Jose Rossi
O ser humano a cada dia se dá menos conta de sua finitude. Vive como se nunca fosse deixar este mundo.
Levado pela necessidade, sem sentido, de TER cada vez mais, criada pela força da propaganda através de todos meios de comunicação, deixa de lado valores fundamentais ao seu bem estar e de todos como: o amor, a solidariedade, a amizade verdadeira e duradoura, a busca do conhecimento que eleva o espírito, o reconhecimento das necessidade do outro e da sociedade como um todo, importan-
tes à uma convivência pacífica.
Em razão da cultura pela acumulação de bens e riquezas, quase tudo prepara o indivíduo para um
pragmatismo desenfreado na busca do ganho fácil, do lucro desmedido, do enriquecimento não im-
portando os meios utilizados, criando uma disparidade na sociedade, notada sobremaneira pela con-
centração de renda.
Não percebe que com isso esta criando marginalidade, aparthaids, preconceitos, homofobias, coisas
que levam à instabilidade social e em consequência à criminalidade, violência, insegurança e uma
vida de angústia social da qual se torna a própria vítima.
Não entende que a vida passa e de pouco adianta acumular riquezas, bens, quase sempre desneces-
rios à felicidade uma vez que tem uma vida curta para se perder com coisas que na verdade vão ficar aqui na Terra. Vale aqui uma referência bíblica; "... demolirei os meus celeiros e os farei maiores e
neles recolherei todos meus bens. E direi a minha alma: Ò alma tu tens muitos bens e depósito para
largos anos, come bebe regala-te. Mas Deus disse-lhe: Néscio, esta noite te virão demandar tua alma,
e as coisas que juntastes, para quem servirão? (Lucas - 12 - 18 a 20)
Cifra$, cifra$ e cifroe$.
Por David Ranieri
Cifra$ tão distantes do nosso alcance, entram no nosso cotidiano.
Em um único local, são 55 milhões em notas! Nem banco tem esta quantia toda reunida em seu cofre. Mas Geddel tem! Em depoimentos novamente cifras; seriam 300 milhões distribuídos de diversas formas à diversas pessoas e por interesses comuns.
Aqui pelas nossas bandas, faz um ano viemos a conhecer algumas das cifras que levaram secretários, funcionários e a prefeita para a prisão: 200 milhões! E não para ai, em volta da maior metrópole do hemisfério sul são 1,3 bilhões de desvio das obras do Rodoanel, número mais do que expressivo comparado aos já aqui citados. E não são poucos os casos existentes no passado e no presente envolvendo cifras enormes.
Prefeituras pequenas, médias e grandes, Estados, Autarquias, Empresas e também no Governo Federal.
Esquemas de ambulância, dos sangue-sugas, dos anões do orçamento, da pasta rosa, e tantos nomes promissores que aos poucos entraram para o livro dos contos brasileiros.
Quantos enriqueceram às custas da miséria do povo brasileiro, desviando recursos da saúde, da educação, do saneamento, da habitação e da segurança?
Cifras que enchem os olhos e ofendem a dignidade de milhões de brasileiros que sofrem nas filas da saúde, do desemprego, sem moradia, sem escola, e com péssimas condições de vida.
É tanto dinheiro que não há como somar o que já se desviou neste país em todos os esquemas descobertos. Quiçá o que não se sabe?
Deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo, gozam a boa vida os beneficiados com a miséria de milhões.
Até quando?
Cifra$ tão distantes do nosso alcance, entram no nosso cotidiano.
Em um único local, são 55 milhões em notas! Nem banco tem esta quantia toda reunida em seu cofre. Mas Geddel tem! Em depoimentos novamente cifras; seriam 300 milhões distribuídos de diversas formas à diversas pessoas e por interesses comuns.
Aqui pelas nossas bandas, faz um ano viemos a conhecer algumas das cifras que levaram secretários, funcionários e a prefeita para a prisão: 200 milhões! E não para ai, em volta da maior metrópole do hemisfério sul são 1,3 bilhões de desvio das obras do Rodoanel, número mais do que expressivo comparado aos já aqui citados. E não são poucos os casos existentes no passado e no presente envolvendo cifras enormes.
Prefeituras pequenas, médias e grandes, Estados, Autarquias, Empresas e também no Governo Federal.
Esquemas de ambulância, dos sangue-sugas, dos anões do orçamento, da pasta rosa, e tantos nomes promissores que aos poucos entraram para o livro dos contos brasileiros.
Quantos enriqueceram às custas da miséria do povo brasileiro, desviando recursos da saúde, da educação, do saneamento, da habitação e da segurança?
Cifras que enchem os olhos e ofendem a dignidade de milhões de brasileiros que sofrem nas filas da saúde, do desemprego, sem moradia, sem escola, e com péssimas condições de vida.
É tanto dinheiro que não há como somar o que já se desviou neste país em todos os esquemas descobertos. Quiçá o que não se sabe?
Deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo, gozam a boa vida os beneficiados com a miséria de milhões.
Até quando?
Suplicas de Babel, o carainho!
Por David Ranieri
Liberdade, liberdade, há malas por trás de mim.
Quanto devo por ter dito que a mala seria mais importante que tudo que na vida tive.
Guardo no fundo, tudo que tenho, produto das minhas conquistas em ti e nada mais do que a mala.
Incompleto, me sinto longe de ti e, preocupado com as circunstâncias por tê-la e outros a exporem quando somente eu fazia de ti meu sustento, meu alento, meu deposito infinito. Cheia das virtudes que perdi na vida, a mala sempre foi para mim mais do que sustento.
Insensíveis adentraram nosso esconderijo expondo sua beleza rara que poucos podem ter.
Somente em ti poderia haver tanta riqueza, de me tirar o sono só de pensar em perdê-la.
A Pátria, a Mãe Gentil, o setembro e a mala.
Por Edwaldo Arantes
A vida sempre nos reserva momentos inesquecíveis, só podem ser vividos em uma mesa regada de prosa, comidinhas e muito álcool, não existem verdades sem o torpor.
Em uma imensidão de palavras, gestos, opiniões e bobagens, encontrava-me ao lado de um casal muito amado, David Ranieri Bulgari, meu editor e a querida esposa Regina Bulgari.
Como sempre e infelizmente falávamos do Brasil, “Já podeis da Pátria...” que na distante infância fazíamos troça; “japonês da Pátria” hoje, acabada, esquecida e enferma, manchada de um 7 de setembro qualquer, dia que me lembro de tocar tambor e ver os cavalos enchendo de fezes as ruas, sob os gritos histéricos de uma classe média insana e eternamente ignara, aplaudindo áulicos, sanguinários e ditadores.
A nossa “Mãe Gentil”, pátria amada e fétida de usurpadores, montanhas de dinheiro, de instituições falidas, de malas e corruptos.
O álcool ainda bem, nos leva a devaneios, sonhos, misturas, sorrisos, palavras em vão, descompromissos e, principalmente, uma profunda solidariedade e cumplicidade dos amigos no altar ungido de uma mesa.
Entre palavras e ilusões etílicas começamos a discorrer sobre a importância da mala, antigamente símbolo de despedidas e reencontros nas estações da vida.
Continuamos discorrendo sobre um assunto tão importante e decisivo nas nossas vidas diante da palavra MALA, após muitas tagarelices, levantei-me trôpego, “allegro ma no troppo”, fitei o David com seu sorriso imenso ao lado da elegância da Regina e balbuciei;
Escreva sobre a mala!”.
Hoje, ao abrir a correspondência virtual, assim estava escrito:
“Suplicas de Babel, o carainho!
Quanto devo por ter dito que a mala seria mais importante que tudo que na vida tive.
Guardo no fundo tudo que tenho, produto das minhas conquistas em ti e nada mais do que a mala.
Incompleto, me sinto longe de ti e, preocupado com as circunstâncias por tê-la e outros a exporem quando somente eu fazia de ti meu sustento, meu alento, meu deposito infinito. Cheia das virtudes que perdi na vida. A mala sempre foi para mim mais do que sustento.
Insensíveis adentraram nosso esconderijo expondo sua beleza rara que poucos podem ter.
Somente em ti poderia haver tanta riqueza, de me tirar o sono só de pensar em perdê-la.
Somente temer a mala? Como é bom amá-la!."
A poesia e a sensibilidade para entender e traduzir, transformando em sentimento os dissabores diabólicos da realidade.
Um forte abraço ao David e Regina.
David Ranieri, Regina e Edwaldo Arantes
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Lula Livre
A maldade não só aprisionou sem luz em grades sedentas um homem. Aprisionou milhões de corações que no escurecer do cansaço o lamento se ...






